Segue o discurso para a reunião dos condôminos felizes.

Condôminos Queridos,

Vocês não sabem, mas tenho este jeitinho desde meus 11 anos e aprendi muito com a vida sobre fofocas.
O principal foi que em uma fofoca temos 2 vítimas. A que faz a fofoca e o alvo da mesma.
O alvo da fofoca geralmente se torna vítima pelo aumento de sua visibilidade perante os demais. Isso incomoda principalmente àqueles desejam tornar-se visíveis mas, no momento, não estão conseguindo pelas vias justas e dignas.
Já o fofoqueiro (ou fofoqueira), a outra vítima, geralmente sofre de baixa autoestima, incapacidade de perceber algo bom sobre si mesmo e, creio eu, isso se reflete no que percebe ao seu redor.
E, da mesma forma que acha que outros estão falando dele, aproveita e fala de outros em sua defesa e, digamos “elevação”. No momento em que profere a fofoca, ele se torna mais visível para si, compensando toda a invisibilidade que acredita possuir.
Raramente isso é percebido pelo fofoqueiro, ainda mais no momento exato e empolgante da fofoca (alguns comparam a fofoca a um vício do qual desejam se livrar mas não conseguem).

De modo que deixo aqui o pedido: quando for fazer a próxima fofoca, olhe para si e veja se não está tentando se provar melhor do que alguém. E aproveito para informar que muitas pessoas aqui no prédio já percebem e se dão conta imediatamente deste mecanismo e fico feliz por todos nós, já que estamos tentando fazer uma administração transparente.

Cada vez que escutei “estão falando de você” mas não me foi dito quem falou ou o que falou, significa que a fofoca não foi efetiva ou seja, pode ter até elevado o fofoqueiro no ato, mas a elevação não se perpetuou pelo transmissor da fofoca. De modo que: as fofocas aqui no prédio não tem mais funcionado e é hora de tentarmos um novo método de comunicação.
Ao invés de usarmos transmissores e expormos cada um dos fofoqueiros ao ridículo, que tal chegar direto com a sua opinião à nossa junta de serviços? É por isso que nos mantemos abertos às opiniões de cada um dos moradores, mesmo (e em alguns casos, principalmente) quando opostas às nossas. Fazemos isto porque gostaríamos de ser tratados desta forma pelas futuras juntas que servirem neste prédio. Com clareza, transparência e respeito.
Aproveite e venha opinar em nossas reuniões e assembléias e participar candidatando-se a um cargo para construirmos juntos um Nome-do-prédio mais agradável.

Atenciosamente,
A Síndica, o Sub-síndico e a Conselheira fiscal.

Clap. Clap. Clap. Eu sou o Obama daqui desse prédio.

A vocês, leitores que eu não divulgo esse cantinho pra não ter, devo a continuidade da minha vida.

O mouse Microsoft foi pra lá e me mandaram outro. Que não é parte do kit, uma verdadeira merda. Espero que o Bill Gates leia isso: take your mouse, shave it and shove it!

Aposentei o miserável. E voltei ao Durabrand que, mesmo guinchando, não engasga.

Está na minha lista pesquisar e comprar um mouse sem fio novo. Aproveitando tb pra comprar um headset também sem fio que só é vendido pra unicórnio.

Já quanto às siglas, agora temos uma outra boa também: R.O.L. A.S. Ainda não consigo acreditar. E não tenho coragem de mencionar isto numa empresa com 99% de machos. Pensando bem, será que não foi de propósito?

Acho que vou me reunir com a outra funcionária em B.U.Ç.A.S (Board Undercoat Çedilhas Aiming Solutions).

Então.

Eu moro na selva Tijucana. Em frente a um terreno baldio do Metrô onde tem muito mosquito. Seguindo a oferta-demanda, tem muita lagartixa. Muita lagartixa pra mim são 2 ou 3 por ano nos cômodos que eu fico.

A de hoje não sobreviveu à expulsão. Estou culpada. Eu que mandei matar. Meu Tony é a M. (quem “resolve” as coisas por aqui).

Técnica 1: Pega com uma caixa, enfia um papel por baixo e solta no terraço.

Técnica 2: Com um pano e solta no terraço. (descubro hoje que M. não tem medo de pegar com um pano).

Estou triste, culpada e essa canção é pra vcs, largatixans assassinadas pra ninguém comer (carne de comer pode, né? hipócrita, vai lá matar vc a vaca…)

Acho melhor comer logo essa lagartixa.

Eu sou meio doida mas é genético.

Em pleno Dia dos Pais, voltando do Basketball Show, meu pai corre atrás de uma linda borboleta amarela e dá-lhe com a pilha inflável que a Duracell distribuiu para fazermos barulho no evento.

Fiquei pasma e perguntei por que dessa psicopatia repentina (eu acho que era a felicidade) e ele me informa:

- Vai ser bonita assim na pqp.

E continua:

- Borboleta é uma flor se mexendo.

Apenas disse “ok, eu como carne animal”. Mas nunca comi de borboleta.

Corri para o sol, porque preciso de muita luz para viver…

Sonhei que ia no show do Jonas Brothers (pouco sei do que se trata) com uma amiga. A abertura era do Sepultura. A platéia, uma loucura. Muitas garotas acompanhadas de seus pais gritavam chorando ou apanhavam porque estavam de olho nos boys metaleiros.

Em algum momento tive certeza de que isso era um planejamento funesto objetivando este tipo de acasalamento.

Claro, encontrei o dito cujo metaleiro dos meus sonhos. E não sei bem disfarçar meu gosto, não pelo JB, mas por cousas abomináveis mesmo pelo mais flexível e glam destes.

Na minha infância, quando ainda existia creme de enxaguar e creme rinse, sempre tinha uns Neutrox no banheiro.

Neurtox 1 (o normal) ou 2 (o da piscina).

Na embalagem, havia recomendação de uso: “se o seu cabelo é seco, enxágue menos”. Cada vez que eu tomava banho, na falta de outra leitura à prova d’água, eu lia esse rótulo.

O curioso é que hoje, mesmo usando outros produtos e nunca mais tendo visto nada parecido em outro rótulo de condicionador, enxáguo muito pouco o cabelo.

Não é todo dia…

Este fim-de-semana começou num desespero suicida anoréxico social. Mas passou.

Passou tanto que saiu isso do universo direto para o meu Caminho… Eu não sei, sabe? E se souber, me explica.

Eu, Isabelita e Washington

Eu, Isabelita e Washington

Fui almoçar com a Miga, depois de dormir fora do aniversário da Outramiga… E não sei se isso realmente aconteceu ou se é o Photoshop dos deuses.

Ou se foi fruto de rodar quase uma hora em busca de alimento, no centro, impossível para quem faz dieta.

A dieta foi feijoada com petit gateau. Uma delícia. As companhias também. As surpresas também.

Irmãs católicas protegidas do apart normal depois de certa idade. Fico feliz.

E, pelo que percebo, acho que esses deuses tão zoando geral.

Chegou o dia em que meu mouse sem fio, parte de um kit teclado+mouse da Microsoft bigodou. Uma amiga já havia me alertado que duraria pouco e tal…

Ele tem só 2 anos… Uma pena que tenha ido tão jovem. E foi por espancamento que proferiu o suspiro derradeiro.
Saí de casa pra comprar um mouse correndo no Wal*mart. Tá, um com fio, “durabrand”, um verdadeiro lixo de 13 reais.

Pois eu só tinha 12 reais na bolsa.

Então corri até o devedor mais próximo e “coletei” 50 reais.
Tá. Com os 50, voltei no Wal*mart, provei que “era rica e foi um engano”, comprei e trouxe pra terminar o trabalho que a cliente estava esperando.

A cliente ligou dizendo que teve uma pane elétrica, não ia ver nada do trabalho hoje e eu vou tou que nem o didi mocó, arregaçando a boca.

Eu corri porque começou Lose Yourself do Eminem na playlist e, segundo a mídia especializada, é música pra correr mesmo…
E também estava muito escuro.

Agora, Durabrand, vê se dura até a próxima semana quando sai meu pagamento.

Em tempo 1: me disseram que a Microsoft dá 3 anos de garantia desse kit, vou correr atrás.
Em tempo 2: cara, mouse com fio é HORRÍVEL!!!

Eu tomo muito cuidado ao criar novas siglas. Isso é menos divertido que a realidade.

Atualmente lido com uma que é pior que aquela dos elevadores “Relatório de Inspeção Anual – RIA“.

Eu rio toda vez que entro em um elevador e leio.

Aqui na empresa temos a EPA!

Está na demanda desta semana:

“A operação do cliente não é sistematizada. EPA: Demandas diferentes de treinamento, configuração e customização serão revistas após o cliente ter domínio do sistema.”

Aí quando leio esse EPA, sempre soa meio:

UEPAAAA 1 2 3 Un pasito bailante Maria!

Na voz do fogoso Ricky Martin.

Soma-se isso à febre misturada com So You Think You Can Dance que venho tendo há duas madrugadas, e eu só posso dizer que estou sendo uma funcionária melhor a cada dia que passa.

Aliás, essa semana escutei que “fulano é igual ao Bin Laden, vc só vai ver por foto”. Na boa, eu que devia pagar ao meu chefe por tanto lazer.

Fui na Bibo, minha operadora de cerular.

Estava saindo de uma Cintilografia de Tiróide ou Tireóide (eles devem definir em qual das duas vão cintilar). Tinha a recomendação médica de não falar por 10 minutos.

Na porta da Bibo, fica um jagunço distribuindo senhas. Cheguei para ele, na maior boa vontade e fiz um gesto bem tosco de comprar um celular. Cheguei a simular as palavras “comprar um celular” com a boca. Ele inclinou a cabeça pro lado esquerdo, como quem tá com “peninha da deficiente”. Acho que nesse inclinar ele não leu meu bilhete dizendo:

VOU PODER FALAR DAQUI A 10 MINUTOS.

Por isso, me deu uma senha E 0170 (fui compreender que “E” era de especial uns 20 minutos depois – de modo que sou especialmente desatenta e mereço aquele número).

Sinto que esses problemas que estou tendo na goela são de justamente sofrer por engolir determinadas coisas que os humanos não arrogantes engolem com facilidade, como ser chamada de mentirosa…

Só uma autêntica mentirosa fica ofendida quando é chamada de falcatrueira. Devem ser os docinhos diet que estou encaixando por fora da dieta. Haja rabo preso.

Sei que, comecei meu atendimento no guichê comum falando, claro (e fiz questão de ser comum quando percebi o engano dele).

O jagunço se deslocou de seu posto, ficou parado do meu lado e ainda disse a frase:

- Vim aqui para ver se a sra estava falando mesmo.

Que vergonha passar por 171 sendo 170. Peguei meus exames todos e fui mostrar a ele, falei com gerente, deixei reclamação e procurei escrever o resto do atendimento, ao invés de falar mas aí o leite já foi todo derramado…

Nessas horas dá vontade de passar para lawful evil…

Contando para minha mãe, ela ria, ria ria, gargalhou até. Desde pequena que as pessoas riem de mim quando eu fico e demonstro minha raiva. Meu irmão me chama de Isaura (do Charlie Brown).

Sou Isaura sim. Podem rir que não foi com vocês.

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